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Sessão Clássicos: A Estranha Passageira
Direção: Irving Rapper
Classificação: 12 anos
Legendado em português brasileiro
Charlotte Vale (Bette Davis) é uma mulher retraída e insegura, submetida ao controle de sua mãe autoritária, pertencente à alta sociedade de Boston. Convencida de sua própria inadequação, encontra no acompanhamento do psiquiatra Dr. Jaquith (Claude Rains) a possibilidade de transformar sua relação consigo mesma e com o mundo. A partir daí, embarca em um cruzeiro pela América do Sul, onde conhece Jerry Durrance (Paul Henreid), um homem casado com quem estabelece uma relação amorosa.
A Estranha Passageira (Now, Voyager, 1942) foi escolhido para a próxima Sessão Clássicos da Cinemateca Capitólio, dedicada à apresentação, em sessão única e com entrada franca, de obras fundamentais da história do cinema cuja circulação contemporânea permanece aquém de sua relevância histórica.
Dirigido por Irving Rapper e estrelado por Bette Davis em um de seus papéis mais celebrados, o filme é um dos exemplos mais representativos do chamado women’s picture, vertente do melodrama clássico de Hollywood centrada em personagens e experiências femininas. A transformação de Charlotte, da mulher submetida ao domínio materno àquela que conquista maior autonomia, conduz uma narrativa sobre autodescoberta e independência.
Baseado no romance homônimo de Olive Higgins Prouty, publicado em 1941, o filme combina o melodrama com uma história de amor marcada pela renúncia. O título do romance e do filme faz referência ao poema “The Untold Want”, de Walt Whitman, cujos versos evocam a ideia de partir em busca daquilo que a vida não concedeu. A produção se destaca ainda pela fotografia de Sol Polito e pela trilha sonora de Max Steiner, vencedora do Oscar. A Estranha Passageira recebeu três indicações ao prêmio e, em 2007, foi incluído no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em reconhecimento à sua importância cultural, histórica e estética.