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Na Ouvidor, a maior ocupação artística da América Latina, 120 artistas de diversos países convivem em uma vibrante microssociedade no centro de São Paulo. Enquanto resistem a ameaças de despejo por parte de um governo com tendências fascistas, a comunidade se divide diante do patrocínio da Red Bull à sua Bienal de Arte.
O documentário é dirigido e produzido por Matias Borgström, documentarista há mais de uma década, cofundador da Salga Filmes e membro fundador e diretor de programação do Citronela Doc, festival que exibe documentários contemporâneos em Ilhabela (SP). Nascido em Buenos Aires, Matias trabalhou como diretor e desenvolvedor de projetos na Grifa Filmes, produtora com três indicações ao Emmy e duas coproduções pré-selecionadas para o Oscar. Ouvidor é seu primeiro longa-metragem como diretor e produtor, estreado nacionalmente na 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e internacionalmente no 64º Krakow Film Festival (Polônia). Desde então, o filme já foi exibido e premiado em 16 países, e atualmente o diretor realiza dois novos documentários.
A produção é assinada por Paula Pripas, da Filmes de Abril, produtora responsável por longas premiados como Os dias com ele (2013), Primeiro ato (2019), Desterro (2020), Êxtase (2020), O Estranho (2023) e Mambembe (2024). Paula também lecionou produção executiva na EICTV (Cuba).
O elenco é formado por Luís Só, Alexa Gomes, Carlinhos de Moraes, DUDX, Mosphell, Biriba, Sirius Amen, Pinky e Sunni. A equipe técnica inclui Oswaldo Santana (montagem), Ricardo Imakawa (fotografia e roteiro), Ricardo H. Fernandes (direção de arte e arte do cartaz), Pedro Noizyman (edição e mixagem de som) e Luna França (trilha sonora original), além da colaboração de músicos da ocupação Ouvidor 63.
Entre as participações e prêmios, destacam-se: 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Brasil), 64º Krakow Film Festival (Polônia), Le FIFA (Canadá), LASA Film Festival (EUA) – Prêmio de Mérito em Cinema, Censurados Film Festival (Peru) – Melhor Filme, Nòt Film Fest (Itália) – Melhor Diretor, FICPBA (Argentina) – Melhor Desenho de Som e Prêmio ABC (Brasil) – finalista nas categorias de Melhor Montagem e Melhor Som de Longa Documental. O filme também foi exibido em festivais na Coreia do Sul, Colômbia, França, Alemanha, Suécia, Espanha, Holanda, Uruguai, Polônia e Brasil.
Em nota do diretor, Matias Borgström explica que o projeto nasceu a partir de uma instalação artística que realizou na Ouvidor 63, em 2017. Intrigado por essa comunidade autogestionada, decidiu documentar sua Bienal de Arte, registrando ao longo de 12 meses o cotidiano da ocupação. O processo envolveu colaboração direta com moradores, lideranças de movimentos de moradia e defensores de direitos humanos, resultando em um retrato sensível sobre coletividade, resistência e a tensão entre a independência artística e o reconhecimento institucional.
Brasil | 2023 | 95 minutos | DCP
Direção:
Classificação: 12 anos