Horários
Filmes do Estúdio Béla Balázs + debate
(Találkozás)
Hungria | 1963 | 20 minutos | 35 mm para DCP
Direção: Judit Elek
Classificação Indicativa: Livre (LEG)
Habitantes de castelos na Hungria
(Kastélyok lakói)
Hungria | 1966 | 27 minutos | 35 mm para DCP
Direção: Judit Elek
Classificação Indicativa: Livre (LEG)
Por quanto tempo dura o homem?
(Meddig él az ember? I-II)
Hungria | 1968 | 59 minutos | 35 mm para DCP
A exibição na Cinemateca Capitólio dos três filmes da Judit Elek do Estúdio Béla Balázs será seguida por debate com a pesquisadora de filmes dirigidos por mulheres, Carla Oliveira e Aaron Cutler, um dos organizadores da mostra.
Carla Oliveira é crítica de cinema filiada à Abraccine e à Accirs. Tem textos publicados no fanzine impresso de cinema Zinematógrafo, na revista digital do Cineclube Academia das Musas, na MUNDI, Cultura em Revista, na revista Teorema. no jornal Zero Hora, nas publicações de cinema da Versátil Home Video, no site Leitura Fílmica e no site Casa Alpendre.
Judit Elek foi uma das fundadoras do Estúdio Béla Balázs, um importante espaço na Hungria para jovens cineastas, voltado para a realização de documentários e filmes experimentais. Elek fez dois curtas e um média-metragem no estúdio antes de entrar na direção de longas-metragens. O filme híbrido Encontro conta com a participação do escritor solitário Iván Mándy (amigo de Elek), que publicou um anúncio de jornal com uma proposta de um encontro amoroso. O filme inicia em um amplo quarto de hospital em Budapeste, onde acompanhamos uma enfermeira cuidando de cada um dos enfermos, homens jovens e velhos. Vemos ela em sua casa, arrumando-se para sair e, então, em uma praça onde crianças brincam e velhos jogam xadrez. Em um banco da praça, a enfermeira, que respondeu ao anúncio de jornal, encontra seu pretendente (Mándy), e os dois seguem juntos caminhando e conversando. A câmera se movimenta de tal forma que podemos observar todo o entorno do casal de meia-idade, cujas falas são registradas com som direto, de forma revolucionária para o cinema húngaro da época.
Encontro foi muito criticado pelos colaboradores de Elek no estúdio, e ela fez seu segundo documentário somente três anos depois. Habitantes de castelos na Hungria é um filme estruturado em cinco momentos que mostram de forma cuidadosamente observacional como diversos castelos húngaros históricos estavam sendo usados na época das filmagens. De um museu, a uma moradia de gatos e de um velho casal, a um lar de idosos, e, finalmente, a uma escola com jovens alunos que refletem sobre os antigos moradores do local. Elek nos leva a imaginar como a sociedade húngara se transformou nos últimos cem anos.
Filmado em duas partes, o documentário observacional Por quanto tempo dura o homem? foi a primeira colaboração de Elek com o cinegrafista Elémer Ragalyi (após duas colaborações com István Zöldi). A primeira parte retrata um velho operário de fábrica, Tio Pista, no meio das preparações para sua aposentadoria. Imerso em uma profunda solidão, o vemos a caminho do trabalho, orientando um subordinado na fábrica, se encontrando com os colegas para a despedida e voltando para sua esposa. E a segunda metade dedica-se a um garoto que está se preparando para entrar no mundo de trabalho. De sua vida de criança no campo, para a vida de operário na cidade, onde, junto com outros jovens, começa a receber treinamento na fábrica, passando a impressão de que o garoto está aposentando a sua infância. O filme foi escolhido para Cannes, porém, não passou devido ao cancelamento do festival em reação às manifestações na França de 1968.