Programação

Sala de Cinema

Horários

29/11/2025 • 18:00h

Cinelimite: Cinema Marginal Piauiense – Um Sonho Piauiense

Entrada franca
Carcará, Pega, Mata, e Come (1977) de Arnaldo Albuquerque
O Terror da Vermelha (1972) de Torquato Neto
Um Sonho Americano (1973) de Arnaldo Albuquerque
Coração Materno (1974) de Haroldo Barradas
Miss Dora (1974) de Edmar Oliveira
David Aguiar (1975) de Durvalino Couto


Total: 93 minutos

Nos anos 1970, um coletivo de artistas, jornalistas, cineastas e agitadores culturais de Teresina transformou o Super-8, então tecnologia doméstica da Kodak, em linguagem cinematográfica de vanguarda. Influenciados pela Tropicália, pelo cinema marginal brasileiro e por figuras como Torquato Neto, Ivan Cardoso, e Luiz Otávio Pimentel, nomes como Edmar Oliveira, Xico Pereira, Dogno Içaiano, Antônio Noronha, Lindemberg Pirajá, José Alencar, Carlos Galvão, Arnaldo Albuquerque, Durvalino Couto, Haroldo Barradas, Rubem Gordim, e Nelson Nunes criaram filmes que desafiavam os códigos narrativos e a repressão da ditadura com liberdade, humor e crítica. Obras como Adão e Eva: do Paraíso ao Consumo (um filme perdido), Terror da Vermelha, O Guru da Sexy Cidade, Aterro, Coração Materno, Tupy Niquim, Porenquanto, David Aguiar, Miss Dora, Um Sonho Americano, e Marginália mostram como esse grupo articulou uma produção descentralizada e colaborativa entre Teresina, Rio de Janeiro, Fortaleza, e Belém, usando o cinema como ferramenta de invenção estética e resistência política. Hoje essa produção é reconhecida como CINEMA MARGINAL PIAUIENSE, símbolo de uma experiência intensa de experimentação, amizade e rebeldia que transformou a margem em potência criativa.

Sinopse da sessão

Os filmes do ciclo Cinema Marginal Piauiense estão entre os primeiros já realizados no estado. Antes do surgimento desse grupo de cineastas e artistas, a ideia de fazer cinema em Teresina não passava de um sonho distante. A chegada das câmeras Super‑8 representou uma verdadeira revolução, tornando não apenas a filmagem, mas também o processo de revelação muito mais acessível e democrático. Com o apoio do Dr. Antônio Noronha no financiamento das produções, a união de um grupo de rebeldes ligados à contracultura e às artes, e o retorno do já famoso Torquato Neto — poeta, jornalista e letrista tropicalista — em 1971, esse sonho começou a se tornar realidade. Neto, cuja presença conferia legitimação e inspiração ao movimento, ajudou a impulsionar esse cenário criativo.

 

Nossa sessão de abertura apresenta as obras pioneiras desse ciclo. Após a conclusão de O Terror da Vermelha (1972), muitos dos participantes deixaram Teresina em busca de estudo e trabalho, mas o legado underground permaneceu e a semente do cinema já havia sido plantada. Esta sessão acompanha esse primeiro momento de crescimento.

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